terça-feira, 19 de julho de 2016

Grande esperança

Em 1987 Chico Rey e Paraná cantavam sobre os trabalhadores, reforma agrária e crise. Que retrocesso o "sertanejo universitário", enfim, tudo é pasteurizado pelo consumismo.

Para ouvir:


A classe roceira e a classe operária
Ansiosas esperam a reforma agrária
Sabendo que ela dará solução
Para situação que está precária.
Saindo projeto do chão brasileiro
De cada roceiro ganhar sua área
Sei que miséria ninguém viveria
E a produção já aumentaria
Quinhentos por cento até na pecuária!

Esta grande crise que a tempos surgiu
Maltrata o caboclo ferindo seu brio
Dentro de um país rico e altaneiro,
Morrem brasileiros de fome e de frio.
Em nossas cidades ricas em I'móveis
Milhões de automóveis já se produziu,
Enquanto o coitado do pobre operário
Vive apertado ganhando salário,
Que sobe depois que tudo subiu!

Nosso lavrador que vive do chão
Só tem a metade da sua produção
Porque a semente que ele semeia
Tem quer à meia com o seu patrão!
O nosso roceiro vive num dilema
E o problema não tem solução
Porque o ricaço que vive folgado
Acha que projeto se for assinado,
Estará ferindo a constituição!

Mas grande esperança o povo conduz
E pede a Jesus pela oração,
Pra guiar o pobre por onde ele trilha,
E para a família não faltar o pão.
Que eles não deixam o capitalismo
Levar ao abismo a nossa nação,
A desigualdade aqui é tamanha
Enquanto o ricaço não sabe o que ganha
O pobre do pobre vive de tostão

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Tipo árvore



Busco admira-los
como admiro
as árvores

Árvores são belas
cheias de sabedoria

Árvores não sabem
sobre o bem e o mal

segunda-feira, 18 de abril de 2016

PMDB e "UMA PONTE PARA O GOLPE"

O PMDB lançou um programa intitulado "UMA PONTE PARA O FUTURO" onde explicita suas propostas e convidam "a nação a integrar-se a esse sonho de unidade". (?)

Vou expor algumas destas propostas aqui e traduzir o que esta escrito a partir da minha interpretação.


Tradução: Sucatear os serviços públicos para serem dominados pela iniciativa privada. Escancarar o petróleo para corporações estrangeiras.


Tradução: BRICs que se dane.


Que diabos de "convenções coletivas"? Tradução: Ferrar com as leis trabalhistas.


Tradução: Negligenciar ainda mais o ambiente.


 Não, obrigado golpistas.

terça-feira, 29 de março de 2016

Achados: Só dói quando ...


Cof cof cof, quanta poeira e teias de aranha. Há quanto tempo não apareço por aqui.

Encontrei uma sequencia de imagens, nos comentários do Facebook, que me inspiraram a publicar. Tudo começou com a página da Zica postando uma arte do Jajá Félix um artista que não conhecia mas já considero pacas. (Inclusive esta com um projeto, Jajá Félix - O livro, no Catarse).


Nos comentários da postagem surge um assunto sobre a arte do cara ser uma releitura do Ziraldo.


Então aparece um sujeito alegando que a do Ziraldo é releitura do Nassará (um artista incrível que não conhecia e ainda não me conformei). Não sei até que ponto uma foi inspiração da outra, mas me intrigou a reprodução da temática por distintos desenhistas. E esta expressão "só dói quando" com os desfechos, é demais!



Só queria registrar essa sequencia. E a gratidão por conhecer o trabalho de mais alguns artista.