segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Siddharta - Hermann Hesse

Resultado de imagem para Sidarta hermann hesse
(Siddharta, Hermann Hesse - 1922)
"Se as coisas forem aparência, também eu sou aparência e elas são, assim, iguais a mim. É isso que as torna tão queridas e veneráveis aos meus olhos: elas são iguais a mim. É por isso que as posso amar. E isto é um ensinamento que te fará rir: o amor, Govinda, parece-me ser o mais importante. Compreender o mundo, explicá-lo, desprezá-lo, são coisas que poderão agradar aos grandes pensadores. Mas eu considero mais importante amar o mundo, não o desprezar, não o odiar nem me odiar, observá-lo, a mim e a todos os seres com amor e admiração e respeito."
Este é um trecho do livro que me entusiasma sempre.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Sobre a carga tributária do Brasil

A carga tributária do Brasil é de 34,4%.

O que isso quer dizer?
Nada.
A do Chade é 4,2%, de Angola 5,7% e Bangladesh 8,5%.
A do Reino Unido é 39%, da Áustria 43,4% e da Suécia 47,9%.

Alguém pode vir com alguns poucos exemplos de países que pagam menos do que nós e estão melhor, mas isso também não quer dizer NADA.

O problema real tem muito mais a ver com a forma como é cobrado. Como já escrevi em vários textos, o Brasil cobra
– muito no consumo e
– pouco na renda.

Isso na média. Porque mesmo na renda se cobra
– pouco de quem está em cima
– muito de quem está embaixo.

Resultado:
– A galera de baixo é a que mais sente
– A galera do meio é a que mais paga,
– A galera de cima não sente e (quase) não paga.

Como assim?
Se você ganha até R$ 1900, como 66% dos brasileiros, não paga imposto de renda. Mas todo o seu dinheiro vai para a subsistência, que é taxada. Absurdamente taxada.
Sobra nada.
E ainda usa um serviço público ruim.

Se você ganha entre R$ 2000 e R$ 6800, como 25% dos brasileiros, pode pagar até 27,5%. E também gasta muito para sobreviver, então paga alto.
Sobra pouco.
E não quer usar o serviço público ruim, então sobra menos ainda.

Bom mesmo é quem ganha muito.
Mas muito, aquele 1% de cima, sabe?
Esse reclama porque a empresa dele é taxada, mas embute isso no preço dos produtos – aquele imposto que mata o resto dos brasileiros – enquanto tem sua renda isenta. Chamam de lucros e dividendos.
Sabe quantos países isentam lucros e dividendos?
Dois.
Brasil e Estônia.
Quando muito, essa galera de cima paga aquela média de 3% sobre o patrimônio, enquanto a média mundial está entre 8% e 12%.
E aí ficamos discutindo se a CPMF é boa ou ruim.
E por quê?
Porque a galera do meio compra facinho o discurso de que a carga tributária é alta.
Só que a Suécia tem 7 vezes mais dinheiro por habitante para gastar no serviço público.
Mas a galera de cima não usa serviço público.
Ela quer mesmo é pagar ainda menos imposto.
Então, vende esse discurso para a galera do meio, que passa a querer
– imposto baixo angolano e
– serviço público sueco.
É isso.
Reflita.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Grande esperança

Em 1987 Chico Rey e Paraná cantavam sobre os trabalhadores, reforma agrária e crise. Que retrocesso o "sertanejo universitário", enfim, tudo é pasteurizado pelo consumismo.

Para ouvir:


A classe roceira e a classe operária
Ansiosas esperam a reforma agrária
Sabendo que ela dará solução
Para situação que está precária.
Saindo projeto do chão brasileiro
De cada roceiro ganhar sua área
Sei que miséria ninguém viveria
E a produção já aumentaria
Quinhentos por cento até na pecuária!

Esta grande crise que a tempos surgiu
Maltrata o caboclo ferindo seu brio
Dentro de um país rico e altaneiro,
Morrem brasileiros de fome e de frio.
Em nossas cidades ricas em I'móveis
Milhões de automóveis já se produziu,
Enquanto o coitado do pobre operário
Vive apertado ganhando salário,
Que sobe depois que tudo subiu!

Nosso lavrador que vive do chão
Só tem a metade da sua produção
Porque a semente que ele semeia
Tem quer à meia com o seu patrão!
O nosso roceiro vive num dilema
E o problema não tem solução
Porque o ricaço que vive folgado
Acha que projeto se for assinado,
Estará ferindo a constituição!

Mas grande esperança o povo conduz
E pede a Jesus pela oração,
Pra guiar o pobre por onde ele trilha,
E para a família não faltar o pão.
Que eles não deixam o capitalismo
Levar ao abismo a nossa nação,
A desigualdade aqui é tamanha
Enquanto o ricaço não sabe o que ganha
O pobre do pobre vive de tostão

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Tipo árvore



Busco admira-los
como admiro
as árvores

Árvores são belas
cheias de sabedoria

Árvores não sabem
sobre o bem e o mal

segunda-feira, 18 de abril de 2016

PMDB e "UMA PONTE PARA O GOLPE"

O PMDB lançou um programa intitulado "UMA PONTE PARA O FUTURO" onde explicita suas propostas e convidam "a nação a integrar-se a esse sonho de unidade". (?)

Vou expor algumas destas propostas aqui e traduzir o que esta escrito a partir da minha interpretação.


Tradução: Sucatear os serviços públicos para serem dominados pela iniciativa privada. Escancarar o petróleo para corporações estrangeiras.


Tradução: BRICs que se dane.


Que diabos de "convenções coletivas"? Tradução: Ferrar com as leis trabalhistas.


Tradução: Negligenciar ainda mais o ambiente.


 Não, obrigado golpistas.

terça-feira, 29 de março de 2016

Achados: Só dói quando ...


Cof cof cof, quanta poeira e teias de aranha. Há quanto tempo não apareço por aqui.

Encontrei uma sequencia de imagens, nos comentários do Facebook, que me inspiraram a publicar. Tudo começou com a página da Zica postando uma arte do Jajá Félix um artista que não conhecia mas já considero pacas. (Inclusive esta com um projeto, Jajá Félix - O livro, no Catarse).


Nos comentários da postagem surge um assunto sobre a arte do cara ser uma releitura do Ziraldo.


Então aparece um sujeito alegando que a do Ziraldo é releitura do Nassará (um artista incrível que não conhecia e ainda não me conformei). Não sei até que ponto uma foi inspiração da outra, mas me intrigou a reprodução da temática por distintos desenhistas. E esta expressão "só dói quando" com os desfechos, é demais!



Só queria registrar essa sequencia. E a gratidão por conhecer o trabalho de mais alguns artista.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Hitler Ganhou a Guerra - Walter Graziano

Trechos do livro:


(Hitler Ganhou a Guerra, Walter Graziano - 2004)

1. NASH: A PONTA DO NOVELO

"É necessário reforçar que Nash descobre que uma sociedade maximiza seu nível de bem-estar quando cada um de seus indivíduos age em favor do seu próprio bem-estar, mas sem perder de vista também o dos demais integrantes do grupo." 

 "Lipsey e Lancaster, descobriram o denominado "Teorema do Segundo Melhor". Essa descoberta enuncia que, se uma economia, devido às restrições próprias que ocorrem no mundo real, não pode funcionar no ponto máximo de plena liberdade e concorrência perfeita para todos os seus atores, então não se sabe a priori o nível de regulação e intervenções estatais de que o país necessitará para funcionar da melhor maneira possível. Em outras palavras, o que Lipsey e Lancaster descobriram é que é possível que um país funcione melhor com uma maior quantidade de restrições e interferêias estatais do que sem elas. Ou seja, que bem poderia ser necessária uma atividade estatal muito intensa na economia para que tudo funcione melhor. O que se pensava até o momento era que, se o máximo era inalcançável porque o "mundo real" não é igual o mundo da teoria, então o ponto imediatamente melhor para um país era o da menor quantidade de restrições possíveis para o funcionamento da plena liberdade econômica. Pois bem, Lipsey e Lancaster derrubaram há mais de meio século esse preconceito."

"Como a Teoria dos Jogos, o Teorema do Segundo Melhor quase não é explicado aos economistas em universidades públicas e privadas. Mesmo quando suas implicações são enormes, geralmente o tema já é dado como aprendido em somente uma aula - em apenas uma meia hora - e passa-se a outro assunto. Fica parecendo quase uma "esquisitice" exótica inserida nos programas de ensino, uma curiosidade para a qual não se costuma dar muita importância. Erro crasso"

"Se combinássemos as descobertas de Nash, Lipsey e Lancaster, o que obteríamos é que não se pode estabelecer a certa distância, e de antemão, o que é melhor para um determinado país, mas sim que isso dependerá de uma grande quantidade de variáveis. Portanto, toda universalização de recomendações econômicas é incorreta. Não se pode dar o mesmo conselho econômico (por exemplo, privatizar, desregular ou eliminar o déficit fiscal) para todo país e em todo momento. No entanto, isso é precisamente o que se vem fazendo cadavez com mais intensidade, sobretudo desde a década de 1990, quando, ao ritmo da globalização, foram encontradas receitas que têm sido ensinadas como universais, como verdades reveladas, que todo país deve sempre aplicar."

(Em construção)